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	<title>#amazonia &#8211; Rádio Quintal FM</title>
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		<title>Sangue e verde</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 15:13:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; Em memória e lembrança dos espíritos altivos e imbatíveis de Dom e Bruno&#8230; Já filhos queridos e tenros da Floresta A Amazônia&#8230; Vocês não sabem o que é a Amazônia! É mais, bem mais do que uma floresta e seus rios; mais do que imenso apelo e potência ecológica. A Amazônia é, sobretudo, uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Em memória e lembrança dos espíritos altivos e imbatíveis de Dom e Bruno&#8230; Já filhos queridos e tenros da Floresta</p>
<p>A Amazônia&#8230; Vocês não sabem o que é a Amazônia!</p>
<p>É mais, bem mais do que uma floresta e seus rios; mais do que imenso apelo e potência ecológica.</p>
<p>A Amazônia é, sobretudo, uma gente milenar e ancestral; são seus ritos, suas tradições, culturas e formas superiores de se integrar a essa mesma natureza.</p>
<p>Esse dispositivo de integração a imensa natureza que o envolve, revolve e é claro, desenvolvido secularmente é do mesmo modo, o essencial, a sabedoria, o &#8220;ludens&#8221; da própria natureza dessas pessoas.</p>
<p>É uma intimidade, uma subjetividade, um &#8220;modus&#8221; muito particular e específico de ser/estar no e com o mundo.</p>
<p>No misterioso e fantástico universo coeso e integrado da Amazônia não há a natureza e o homem; essa divisão estúpida e absurda, de fato, não faz o menor sentido; essa forma segmentada, compartimentada e cartesiana de compreensão é descabida e radicalmente imprópria.</p>
<p>Ali onde o vento é deus, onde as águas são divindades e o esturro de uma onça é o anúncio da chegada de uma entidade das profundas entranhas das matas o homem é a natureza e a natureza é o homem.</p>
<p>Não há um e outro; o um é o UM; junto, pleno, coeso, integrado e ativo.</p>
<p>Como nós, os &#8220;caraíbas&#8221; dessa trágica e deletéria normose sócio-urbana e terceiromundista iremos compreender, traduzir essa lógica inteira, inteiriça, total e totalizante?</p>
<p>É tarefa espiritual e intelectual das mais complexas e difíceis para não dizer&#8230; Impossível!</p>
<p>Ali, as pedras assoviam, as árvores conversam, o cheiro da seiva abre portais transcendentais; as raízes curam ferimentos, trazem alegrias, fertilizam as fêmeas e viram comida.</p>
<p>Não há a propriedade!</p>
<p>Como alguém pode ser dono do rio? Da cachoeira ou da praia? Acaso alguém pode se arvorar como dono do sol, da lua ou do sagrado solo de Tupã?</p>
<p>Na oca onde a tribo se reúne&#8230; Todos gargalham do povo branco e que  &#8211; Valha-me Deus! &#8211; se diz dono de tudo&#8230; Do ar, do fogo, da chuva que cai e de tudo o que há!</p>
<p>Resta o riso, a piada e a troça!</p>
<p>A Amazonia&#8230; Ora, é um estranho e maravilhoso mundo e que desconhecemos em absoluto e&#8230;</p>
<p>&#8230;Como tinha de ser, ante ao desconhecido, àquilo que não identificamos e entendemos tendemos a ser rudes, agressivos, brutais.</p>
<p>Não por menos&#8230; Vem do caos do nosso mundo dos &#8220;brancos&#8221;, dos não-índios a ira mais rasgada e furiosa contra essa gente desde a chegada das caravelas lusitanas às praias de Vera Cruz.</p>
<p>Mas, na sabedoria da mais longeva guerra da história humana, afinal são mais de quinhentos anos de lutas, pelejas e resistências&#8230; Os originais filhos do Brasil saberão lutar, saberão vencer.</p>
<p>Agora&#8230; Os espíritos de Dom e Bruno correm livres, vigorosos e eternos nas sendas do tempo, nas energias do melhor desse povo&#8230; São Amazônia! Por todo o sempre&#8230;</p>
<p>E uma nova e definitiva luta começa!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Ângelo Cavalcante &#8211; Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.</strong></p>
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