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	<title>#Igreja &#8211; Rádio Quintal FM</title>
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		<title>IGREJA PEDE QUE FIQUE EM CASA NA SEMANA SANTA E COLOQUE PANO VERMELHO NA CRUZ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Henrique Parahyba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Mar 2021 23:13:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; &#160; Abrindo a Semana Santa, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o roteiro “Celebrar em Família” para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Na celebração da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém conclui-se a caminhada de cinco semanas da Quaresma, nas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;<br />
<strong> <a href="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SEMANA-SANTA-CNBB.jpg"><img decoding="async" fetchpriority="high" class="aligncenter size-full wp-image-2286" src="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SEMANA-SANTA-CNBB.jpg" alt="" width="1203" height="637" /></a></strong><br />
&nbsp;<br />
Abrindo a Semana Santa, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou o roteiro “Celebrar em Família” para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Na celebração da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém conclui-se a caminhada de cinco semanas da Quaresma, nas quais a Igreja se preparou pela oração, pela penitência e pela caridade. Também se inicia a celebração da Páscoa do Senhor.<br />
A Comissão sugere que, onde for possível, seja colocado em algum lugar externo da casa, como porta, janela ou varanda, de forma visível, uma cruz ornada com ramos e com um pano de cor vermelha.<br />
<a href="https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/2021/03/21-Celebrar-em-Fami%CC%81lia-Domingo-de-Ramos.pdf">BAIXE O ROTEIRO PARA A CELEBRAÇÃO EM FAMÍLIA DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR</a><br />
&nbsp;<br />
Semana Santa<br />
Durante a Semana Santa, a Comissão para a Liturgia da CNBB também vai oferecer o subsídio “Celebrar em Família”. Os bispos motivam os fiéis a cultivarem momentos de oração em família ou pessoalmente a partir de subsídios propostos pelas próprias dioceses e paróquias, e do roteio “Celebrar em Família”.<br />
<em>“Levando também em consideração que em muitas regiões do Brasil, nas últimas semanas, a partir do registro do aumento da contaminação do vírus, as autoridades sentiram a necessidade de decretar o lockdown restringindo também a participação presencial dos fiéis nas celebrações, nossa Comissão oferecerá os subsídios “Celebrar em Família” para os principais momentos da Semana Santa, ou seja: o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor; a Quinta-feira Santa; a Sexta-feira Santa; um Ofício para a manhã do Sábado Santo e a Solene Celebração para o Domingo da Páscoa”.</em><br />
Assim, a Comissão continua a oferecer a sugestão de Celebração da Palavra de Deus para ser celebrada nas casas, com os familiares. “São muitos os horários de transmissão de missas em nossos canais católicos que podemos acompanhar, mas vivendo a dignidade de povo sacerdotal que nosso batismo nos conferiu, podemos não só acompanhar, mas CELEBRAR com nossas famílias”.<br />
Fonte &#8211; CNBB<br />
Leia mais:<br />
URGENTE: Pacto pela Vida e pelo Brasil: CNBB e demais signatários defendem medidas urgentes contra a pandemia<br />
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e demais entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil &#8211; OAB, ABI, SBPC, ABC e Comissão Arns – divulgaram nesta quarta-feira, 10 de março, um comunicado em que defendem a necessidade urgente de medidas, por parte do governo federal, para enfrentar o agravamento da pandemia do coronavírus e consequente aumento do número de mortes.<br />
Na nota, em que se solidarizam com as famílias das vítimas de Covid-19, as entidades destacam a necessidade urgente de vacina para todos e que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, &#8220;sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo&#8221;.<br />
A CNBB e demais entidades fazem ainda um apelo às instituições, como o Congresso Nacional, Poder Judiciário, entre outras, para que ajam em defesa da população brasileira, priorizando as matérias relacionadas ao enfrentamento da pandemia. E se dirigem à juventude para que assuma &#8220;o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte&#8221;.<br />
Fonte &#8211; CNBB<br />
Leia mais:</p>
<h2>
<strong>O povo não pode pagar com a própria vida!</strong></h2>
<p>Nós, entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, sob o peso da dor e com sentido de máxima urgência, voltamos a nos dirigir à sociedade brasileira, diante do agravamento da pandemia e das suas consequências.<br />
<a href="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONSELHO-DE-SAUDE.png"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2281" src="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONSELHO-DE-SAUDE.png" alt="" width="345" height="249" /></a><br />
Nossa primeira palavra é de solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos.<br />
Não há tempo a perder, o negacionismo mata. O vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas, afetando diferentes grupos etários, castigando os mais vulneráveis. Doentes morrem agonizando por falta de recursos hospitalares. O Sistema Único de Saúde (SUS) continua salvando vidas.<br />
No entanto, os profissionais da saúde, após um ano na linha de frente, estão à beira da exaustão. A eles, nosso reconhecimento.<br />
É hora de estancar a escalada da morte! A população brasileira necessita de vacina agora. O vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade.  Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo.<br />
A ineficiência do Governo Federal, primeiro responsável pela tragédia que vivemos, é notória. Governadores e prefeitos não podem assumir o papel de cúmplices no desprezo pela vida.<br />
Assim, apoiamos seus esforços para garantir o cumprimento do rol de medidas sanitárias de proteção, paralelamente à imunização rápida e consistente da população. Que governadores e prefeitos ajam com olhos não só voltados para os seus estados e municípios, mas para o país, através de um grande pacto.<br />
Somos um só Brasil.<br />
Ao Congresso Nacional, instamos que dê máxima prioridade a matérias relacionadas ao enfrentamento da Covid-19, uma vez que preservar vidas é o que há de mais urgente.  Nesse sentido, o auxílio emergencial digno, e pelo tempo que for necessário, será imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia.<br />
Ao Poder Judiciário, sob a liderança do Supremo Tribunal Federal, pedimos que zele pelos direitos da cidadania e pela harmonia entre os entes federativos.<br />
Que a imprensa atue livre e vigorosamente, de forma ética, cumprindo sua missão de transmitir informações confiáveis e com base cientifica, sobre o que se passa.<br />
Enfim, que a voz das instituições soe muito firme na defesa do povo brasileiro!<br />
Fazemos ainda um apelo particular à juventude. O vírus está infectando e matando os mais jovens e saudáveis, valendo-se deles como vetores de transmissão. Que a juventude brasileira assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte.<br />
Sabemos que a travessia é desafiadora, a oportunidade de reconstrução da sociedade brasileira é única e a esperança é a luz que nos guiará rumo a um novo tempo.<br />
Assinam CNBB, OAB, ABI, SBPC, ABC e Comissão Arns<br />
FONTE: Rede Nesp, via Portal PUC Minas.<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Conheça a CF-2021: &#034;FRATERNIDADE E DIÁLOGO: compromisso de amor&#034;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Henrique Parahyba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 13:12:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Fraternidade e diálogo: compromisso de amor. Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido, fez uma unidade. ” (Ef 2,14ª) A Campanha da Fraternidade é um dos modos de viver o período quaresmal na Igreja no Brasil. Desde a sua origem em 1964, ela tem como grande objetivo despertar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fraternidade e diálogo: compromisso de amor.</strong><br />
<strong>Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021</strong><br />
<em>“Cristo é a nossa paz. Do que era dividido, fez uma unidade. ” </em>(Ef 2,14ª)<br />
<a href="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CF-2021.png"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2237" src="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CF-2021.png" alt="" width="530" height="415" /></a><br />
A Campanha da Fraternidade é um dos modos de viver o período quaresmal na Igreja no Brasil. Desde a sua origem em 1964, ela tem como grande objetivo despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução, à luz da Palavra de Deus. É uma importante ação evangelizadora no horizonte da Doutrina Social da Igreja.<br />
Tendo seu momento forte no período quaresmal, somos convidados a contemplar o mistério da Cruz de Cristo a fim de realizar uma conversão profunda de nossa vida. Eis a proposta: ”Deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; <strong>orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus</strong>; <strong>libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo.</strong> O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo. ” (Bento XVI – mensagem para o período quaresmal de 2011)<br />
Um coração que se converte está disposto a amar e servir como Cristo nos ensinou. Sobretudo os mais pobres e que se encontram nas periferias existências e geográficas. Um amor ousado e criativo que rompe com o egoísmo e a indiferença. Viver fraternalmente é um precioso exercício para naturalizar a caridade em nossas ações.<br />
A caridade cristã, resposta de uma vida impelida pelo amor de Cristo, nos leva a amar o bem comum e a buscar eficazmente o bem de toda pessoa, considerando-a também em sua dimensão social.  Assim, assumir e viver a Campanha da Fraternidade é abraçar mais uma oportunidade para vivermos o amor como serviço ao próximo e a fé como missão. É se envolver com cada pessoa que encontramos no caminho. É agir como o Bom Samaritano: ver, compadecer, cuidar &#8230;. e dialogar!<br />
Em 2021 viveremos a 57ª edição da Campanha da Fraternidade. O grande tema que nos é proposto é o diálogo. Dialogar como compromisso de amor. Inseridos num cenário marcado por polarizações, ódios, ausência de escuta, individualismos imperialistas e indiferença, somos convidados a recuperar nossa capacidade de relação, tolerância, amorosidade e fraternidade. Edificar um novo humanismo alicerçado na ética cristã. Não podemos permanecer indiferentes a esta realidade que banaliza a vida, gera conflitos, violências, discriminações e radicalizações.<br />
O que vem acontecendo conosco que já não conseguimos dialogar como antes? O que foi feito da cordialidade, acolhida e gentileza? Qual a diferença entre uma simples conversa, uma discussão e o diálogo propriamente dito? Como anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo em tempos tão turbulentos como o atual? Provocações que nos fazem pensar e nos estimulam a encontrar caminhos de superação desta realidade, à luz da fé.<br />
A Campanha da Fraternidade surge como ocasião preciosa para redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais amorosas, promovendo a convivência fraterna e a alegria do encontro como experiências humanas irrenunciáveis, em meio a crenças, ideologias e concepções, em um mundo cada vez mais plural. É preciso reaprender a dialogar!<br />
Segundo afirma o Papa Francisco, “aproximar-se, expressar-se, ouvir-se, olhar-se, conhecer-se, esforçar-se por entender-se, procurar pontos de contato: tudo isso se resume no verbo dialogar. Para nos encontrarmos e ajudarmos mutuamente, precisamos dialogar. ” (FT 198). Não conseguiremos avançar neste horizonte se não assumirmos o diálogo como compromisso de amor.<br />
Dialogar supõe a redescoberta do valor e da beleza do outro. Requer escuta, paciência, decisão e disposição. É um processo com ritmo próprio que visa a compreensão do outro. Por essa razão, no diálogo, não há vencedores e vencidos. Não há uma palavra que prevalece, mas palavras que desencadeiam processos de conhecimento. Isso não significa acolher como dogma a verdade do outro, mas sim, respeitá-lo e com ele compartilhar o que compreendemos da vida, do mundo e de toda teia de relações que nos envolvem.<br />
O diálogo deve proporcionar uma mútua compreensão que visa a boa convivência, a superação dos conflitos tornando-se caminho para a construção da paz e da civilização do amor. Dialogar é conviver. Supõe convívio. É processo onde, aos poucos, compartilhamos o sentido e os significados que atribuímos a situações, acontecimentos. É conhecer a visão de mundo do outro e também saborear a sua presença como pessoa única no mundo. Compreender o outro e perceber os pontos em comum que nos unem. Ele não simplesmente cria conexão; ele a releva demonstrando que existem mais coisas que nos unem do que aquilo que nos separa. Por esta razão, sem escuta, paciência, tempo, coração dedicado não existe diálogo.<br />
Viveremos a Campanha da Fraternidade de 2021 em comunhão com diversas comunidades de fé. Esta será a 5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). As Igrejas membros do CONIC assumem esse compromisso de levar adiante o objetivo geral da CFE: convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso, testemunhando a unidade na diversidade. Sem dúvidas, o diálogo e a convivência fraterna é o nosso melhor testemunho.<br />
&nbsp;<br />
São Igrejas pertencentes ao CONIC: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Igreja Católica Apostólica Romana; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia e a Aliança de Batista do Brasil. Em 2021 dois membros fraternos se associam ao CONIC para a realização da CFE: Igreja Betesda e o Centro de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP).<br />
O testemunho de diálogo e de convivência fraterna das Igrejas cristãos são um precioso testemunho para um mundo que já não dialoga mais. Segundo São João Paulo II o movimento ecumênico do século XX teve o grande mérito de reafirmar claramente a necessidade deste testemunho. Após séculos de separação, de imcompreenções, de indiferença e oposiçõies, voltou a surgir nos cristãos a consciência de que a fé em Cristo os une e oferece aquela força capaz de superar o que os divide.<br />
Com o Concílio Vaticano II a Igreja empenhou-se de maneira irreversível em percorrer o caminho da busca ecumênica. Neste horizonte, “Não se devem e não se podem diminuir as diferenças ainda existentes entre nós. O verdadeiro empenho ecuménico não procura compromissos e não faz concessões no que se refere à Verdade. Sabe-se que as separações entre os cristãos são contrárias à vontade de Cristo; sabe-se que elas são um escândalo, que enfraquece a voz do Evangelho. O seu esforço não é ignorá-las, mas superá-las.” (João Paulo II – 25.01.2001 – homilia no encerramento da semana de oração pela unidade dos cristãos.)<br />
Sem sombra de dúvidas, trazendo à tona um tema tão pertinente, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deseja despertar para a importância de acionarmos disposições pessoais, favorecer espaços e meios que ajudem as pessoas e comunidades de fé a redescobrirem o valor do diálogo e assumir os passos, os caminhos, os processos que lhe possibilitam a existência. Diálogo é uma postura, um modo de ser. O Diálogo é um estilo de vida. O ecumenismo, uma forma de testemunhar a beleza da unidade em meio às diferenças.<br />
O lema da Campanha é muito sugestivo: “Cristo é a nossa paz; do que era dividido, fez-se uma unidade. ” (Ef 2,14ª). A divisão a qual Paulo faz referência diz respeito um muro existente em Jerusalém que impossibilitavam os gentios a terem acesso ao Templo. Havia um pátio reservado para eles e também um muro, de 1,40 metro, que os separava da parte principal do espalho sagrado. Neste muro havia uma inscrição advertindo que, aqueles que adentrarem o espaço não permitido, seriam responsáveis pela própria morte. Era o mundo da divisão que impedia tanto o acesso ao espaço sagrado, como às pessoas que ali estavam.<br />
Um fato interessante se dá com Paulo e Trófimo, um gentio, que em At 21 adentra ao recinto que não lhe era permitido. Isso gera uma série de conflitos e também convicções. Para Paulo, em Jesus Cristo, já não há nada mais que seja capaz de nos separar do seu amor. Se nada nos separa deste amor, nada também poderá no separar uns dos outros. Cristo cria a unidade rompendo o muro da divisão, estabelecendo unidades, promovendo a comunhão e possibilitando a paz. Paz que se torna realidade a partir do horizonte do encontro com o outro.<br />
A Campanha da Fraternidade Ecumênica nos convida a destruição dos muros que nos separam. Não somente eliminar os muros, mas também abrir mão dos entulhos que podem ser instrumentos de violência quando trocamos acusações e ofensas. Quando não ouvimos e cuidamos de cada pessoa como irmãos e irmãs. Não é suficiente destruir os muros. É preciso ser construtor de pontes, elo de comunhão, promotores da cultura do encontro e da fraternidade.<br />
Inspiradora é a narrativa dos discípulos a caminho de Emaús, descrita pelo evangelista São Lucas. O diálogo não se restringe à duas pessoas. Aqueles dois, mesmo tento participado de todos os acontecimentos da paixão e morte de Jesus Cristos, sozinhos, não são capazes de avançar na compreensão dos fatos. É preciso redescobrir o olhar da fé. O ressuscitado poderia ter se revelado de imediato, assim que chega para participar daquela conversa do caminho. Mesmo sendo evidente as dúvidas e questionamentos, aquele que vence a morte também vence a pressa pondo-se a caminhar com eles.<br />
Talvez tenhamos aqui alguns passos para reaprendermos a dialogar: viver a iniciativa de ir ao encontro sem medo de quem está com dúvida, aproximar-se, entrar na conversa, caminha juntos, ajudar na compreensão da vida e das escrituras, fazer o coração arder, acolher o convite para adentrar a casa do outro (chão sagrado sob o qual devemos retirar as sandálias Ex 3,5), sentar-se à mesa, e, nos gestos de partilha, encontrar aquele que dá sentido à vida.<br />
Assim, percorrido tal itinerário ainda precisamos de algo a mais: voltar à comunidade, ao encontro daqueles que, encerrados no medo de anunciar, estão à espera daquele diálogo que aquece o coração, promove a unidade e envia em missão.<br />
Somos imagem e semelhança de um Deus que dialoga, que é em si mesmo perfeita relação de amor trinitário. Como diria Futon Shen: <em>“Se no amor tu me procurares a mim somente, não encontrarás nada: mas se através de mim procurares a Deus, encontrarás tudo, uma vez que, repito, é necessário sermos três para amarmos: tu, eu e Deus. ”</em><br />
Fraternidade e diálogo, compromisso de amor. Que possamos abrir os corações a essa temática inaugurando processos dialogais com a partir de nossas escolhas e empenho evangelizador. Que a quaresma de 2021 nos ajude no caminho de conversão que nos coloque no caminho da partilha, da solidariedade, assumindo o diálogo como estilo de vida de quem ama, tal como Cristo nos ama.<br />
&nbsp;<br />
<a href="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CF-2021-I.png"><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-2236" src="http://www.luizparahyba.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CF-2021-I.png" alt="" width="260" height="450" /></a><br />
Pe. Patriky Samuel Batista<br />
Especialista em Teologia Pastoral e Missiologia.<br />
Secretário executivo de Campanhas da CNBB.<br />
LEIA TAMBÉM:<br />
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&nbsp;<br />
<a href="https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/dom-odilo-comenta-polemica-gerada-por-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2021">https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/dom-odilo-comenta-polemica-gerada-por-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2021</a></p>
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