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	<title>#PARAHYBA &#8211; Rádio Quintal FM</title>
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		<title>BARBEIRO TIÃO E O SALÃO PRESIDENTE, o Salão dos governadores</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Nov 2023 10:35:02 +0000</pubDate>
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<figure id="attachment_3380" aria-describedby="caption-attachment-3380" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" fetchpriority="high" class="size-medium wp-image-3380" src="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-05-at-06.54.19-300x180.jpeg" alt="" width="300" height="180" srcset="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-05-at-06.54.19-300x180.jpeg 300w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-05-at-06.54.19-696x417.jpeg 696w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-05-at-06.54.19-700x420.jpeg 700w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-05-at-06.54.19.jpeg 742w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-3380" class="wp-caption-text">Foto &#8211; Evandro Pereira</figcaption></figure>
<p>Sérgio Botêlho – Os mais expressivos sonhos de Sebastião Henrique da Silva, mais conhecido como Tião, ele alcançou para além do esperado. Primeiro, ele só queria conhecer o mar, quando chegou em João Pessoa nos idos de 1964. Mas não só conheceu o ‘grande açude do governo’, conforme lhe apregoavam seus amigos simples de Patos, como acabou ficando, para o resto da vida. Fez de tudo o que pôde para aprender as artes de cortar cabelo e de fazer barba para conseguir uma profissão, uma vez que era analfabeto, e já com 31 anos (nasceu em 1933). Só queria isso, mas com isso tocou o nunca esperado. É que depois de aprender, embora ainda meio sem jeito, como cortar cabelo e barbear, conseguiu emprego em uma barbearia de muita visibilidade, no badalado Paraíba Palace Hotel. Ainda nessa condição entre aprendiz e profissional, o salão recebeu, como de praxe acontecia, o então governador Pedro Moreno Gondim, apressado para “fazer o pé do cabelo”, ou seja, aparar o cabelo no pescoço. A despeito da insegurança do dono do salão, acabou que foi Tião quem atendeu o pedido do governador. Então, terminado o serviço, ele encaminhou uma petição oral ao governador, ali mesmo, que mudaria sua vida, para sempre. “Governador, me deixe conhecer o palácio; se eu disser que conheci o palácio aos meus amigos do sertão, eles nem vão acreditar”. Gondim ouviu, e foi embora. Dias depois, chegaram à barbearia dois auxiliares do Palácio da Redenção convidando Tião a acompanhá-los, junto com os documentos. Para alguns incrédulos colegas veio logo a interpretação: “Pronto, Tião vai ser preso pela ousadia”. Mas Tião não só conheceu a casa dos governadores como saiu de lá nomeado barbeiro oficial do governo, com exercício no Palácio, primeiro e único a ocupar a função, até os dias de hoje. O espaço destinado a Tião, contudo, lotava todos os dias da semana, em especial de muita gente metida a cortar o cabelo de graça e, mais ainda, ficar próxima do governador para ser vista, notada, e quem sabe atendida em eventuais demandas. Aí, ao ocupar o Palácio, o próximo governador, João Agripino, viu aquela enchente como algo indesejável. Ao invés de despachar o barbeiro, ele sugeriu que Tião abrisse uma barbearia ali por perto, onde os governadores pudessem chamá-lo a qualquer momento, o que terminou acontecendo na Vila Caxias. Lá, o nosso protagonista inaugurou o para sempre famoso Salão Presidente, com freguesia altamente qualificada, especialmente no mundo político paraibano. Entre um corte e outro de cabelo e raspagem de barba, com governadores e políticos, Tião acumulou histórias hilárias e outras nem tanto. As engraçadas, ele contou a quem pôde. As dramáticas, ele guardou. Um de seus filhos, o jornalista Luiz Henrique, atualmente um dos comandantes do programa de rádio Revista Estadual, da Tabajara, entrevistador e apresentador do Palavra do Governador, e dono da Rádio Quintal, pela internet, é cuidadoso guardião da memória do pai, o que faz por meio de arquivos com matérias de jornais, de rádio e de TV, que foram muitas enquanto Tião vivia. Hoje, apenas saudade, Tião vai sobrevivendo por meio de iniciativas como esta, que buscam, pelo bom uso dos meios que cada profissão nos proporciona, no meu caso, o texto, guardar-lhe a memória, assim como procederei também com outras personalidades emblemáticas da cidade de João Pessoa. Orgulhoso, apenas quero deixar registrado que, por várias vezes, utilizei os serviços do Salão Presidente, e do inesquecível Tião, oportunidades extraordinárias para ouvir histórias formidáveis sobre a vida diária paraibana, saídas dos escaninhos das memórias de Tião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SÉRGIO BOTELHO É JORNALISTA E COLABORADOR DA RÁDIO QUINTAL e CRONISTA DO PROGRAMA REVISTA ESTADUAL da Rádio Tabajara</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PS. Tião faleceu em Julho de 2013.</p>
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		<title>O velho e saboroso Cuscuz Bondade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Quintal FM]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 12:25:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#CUSCUZ]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS</p>
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<p>É fascinante como cheiros e sabores se mostram tão poderosos no resgate de memórias e na conexão com nossa história pessoal. Estou falando isso porque ontem (para deixar mais claro, nesta terça-feira, 10 de outubro de 2023), tomei um café da manhã do qual fez parte o saudoso cuscuz Bondade, no leite de coco, e me transportei diretamente para a infância vivida no centro da cidade de João Pessoa. Atendia convite absolutamente irrecusável de Luiz Henrique, o intrépido jornalista há pouco tempo desbravador de sucesso das terras do Cerrado, e de volta a João Pessoa, pontuando entre a Rádio Quintal, com sede na Torre (onde também mora), emissora online produzida por ele, e o Revista Estadual que comanda dos estúdios da Tabajara para a Paraíba inteira.</p>
<p>Tal como eu, sei que muitos admiradores do cuscuz Bondade desconheciam que este alimento ainda estava à venda em João Pessoa. A produção é feita em pequena escala, ainda mais do que foi na sua época de ouro. Naquele tempo, vendedores de cuscuz Bondade percorriam as ruas da cidade num circuito que, acredito, devia se estender a Cruz das Armas (onde, diziam, ficava a fábrica), ABC, Jaguaribe, Centro, Varadouro, Cordão Encarnado, Roger (outro suposto ponto de referência para a fábrica), Tambiá, Mandacaru, Pedro Gondim, Torre e Expedicionários. Essa era a João Pessoa de então, além de Miramar, Tambaú e Penha, onde não sei se o produto chegava. O cuscuz Bondade chegava às casas bem cedo, entre as cinco e as seis e meia, de forma que ainda dava para inseri-lo no café da manhã, antes, portanto, de a meninada sair para as aulas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-3364" src="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54-225x300.jpeg 225w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54-768x1024.jpeg 768w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54-696x928.jpeg 696w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54-315x420.jpeg 315w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-11-at-05.46.54.jpeg 960w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p>O produto podia ser considerado, à época, como a peça de resistência da maior parte dos que estudavam pela manhã nos colégios da Capital. Para alguns meninos e meninas mais abusados com a alimentação, era mesmo a única iguaria que eles se dispunham a comer antes de ir para o Colégio. Como anúncio, os vendedores do cuscuz Bondade tocavam um realejo pequeno de plástico. O toque acabava funcionando como uma espécie de despertador, a lembrar que estava na hora de ir para o “bendito” colégio. O toque do vendedor de cuscuz se diferenciava do que era produzido pelos amoladores de tesoura, ou da roda de metal sonorizada com batidas de uma barrinha de ferro, com a qual os soldadores de panela se anunciavam. Difícil encontrar um pessoense com mais de 50 anos, ou morador de João Pessoa com o mesmo tempo de vivência por aqui, que não relembre o Bondade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-3363" src="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-225x300.jpeg 225w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-768x1024.jpeg 768w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-1152x1536.jpeg 1152w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-696x928.jpeg 696w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-1068x1424.jpeg 1068w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20-315x420.jpeg 315w, https://radioquintalfm.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2023-10-10-at-07.31.20.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p>Ele faz parte, ao lado de tantos dizeres, acontecimentos, personagens, lugares, lendas e verdades, cheiros e sabores, da formação do pessoense e do espírito da cidade. Pois, o cuscuz Bondade que comi ontem é igual em tudo por tudo ao de outrora. Não apenas tem o mesmo formato e gosto do cuscuz Bondade de sempre, como o vendedor também transita pelas ruas de rodilha na cabeça sustentando o mesmo tabuleiro fechado de antigamente e armado com o mesmo realejo. O vendedor tem circuito de venda limitado a Jaguaribe-Torre-Expedicionários. Mas todos os dias.  Perguntamos o nome dele. “Paulo”, respondeu. “De que?”. “Paulo do Cuscuz”, respondeu desabusado. Deu tempo ainda para dizer que faz isso desde 1976, quando tinha ainda 8 anos de idade, ajudando o pai que vinha de ser vendedor de cuscuz Bondade em Olinda. Sobre a idade da receita respondeu firme: “mais de 100 anos”. É o fraco!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SÉRGIO BOTELHO é jornalista e colaborador do REVISTA ESTADUAL e da RÁDIO QUINTAL</p>
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