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Os números invisíveis da miséria humana e do abandono

A MISÉRIA HUMANA E O ABANDONO

 
A Rua é 84, o número 61, são 12 seres humanos em frangalhos, estirados na calçada, distante apenas 80 metros do Palácio do Governo. São 12 pessoas no período da  manhã, mas na verdade são dezenas na madrugada, milhares durante todos os 7 dias e noites da semana.
Para alguns são apenas números, dados ou pessoas invisíveis. Basta observar como se comportam os transeuntes da Rua 84 no centro de Goiânia, em frente da porta do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); eles ignoram os pobres e excluídos, desconhecem as vítimas da famigerada droga e acham que aqueles seres deitados nas calçadas,  não são seus semelhantes…
Apenas 1 foto, que retrata cenas invisíveis, cenas de descasos e cenas de indiferenças, cenas tristes. Acho que no mundo globalizado não precisávamos olhar somente para os números e dados, o que o mundo precisa é que olhemos para os excluídos…
 
 

1 COMMENT

  1. Ao ler a matéria, a gente se sente até mal por olhar e não fazer nada. Mas para quem passa por esse pessoal todos os dias, como eu o faço, a situação é um pouco diferente. Há certa intimidação por parte de alguns desses indivíduos, sobretudo nas mulheres. Muitos foram hostilizados e ridicularizados por não darem dinheiro a eles. Acompanho este grupo há anos e já conversei com alguns deles. Muitos têm casa, família, mas preferem ficar na rua, entregues ao álcool e às drogas (neste último caso, nem todos). Começou com um que beirava a pastelaria, e hoje são mais de dez o dia inteiro. Acho que não devemos culpar quem passa por ali pela indiferença em relação a essas pessoas. Na verdade, não hé indiferença, há uma mistura de vários sentimentos: pena, medo, vergonha, raiva, indignação. As pessoas parecem indiferentes justamente para não serem chamadas por nenhum deles e ficar no dilema de negar ou ajudar. por aí.

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